segunda-feira, 18 de agosto de 2008
sábado, 2 de agosto de 2008
BCST é destaque no Festival do Centenário de Solano Trindade em Embu das Artes - SP
Multiplicidade Cultural e Artística nos 100 anos de Solano Trindade
O festival que em julho comemorou o Centenário Solano Trindade foi uma grande celebração à cultura popular brasileira e de origem africana. Tudo remetia ao respeitado poeta negro que nos faz pensar: raça? O que é isso? Somos todos seres humanos, com direito a ser feliz, não importa a cor, origem, classe social, credo ou religião. Essa talvez tenha sido a mensagem velada da festa organizada pela Prefeitura de Embu e Teatro Popular Solano Trindade cujo encerramento, entre 24 e 27/7, contou com mais de 100 artistas e um público superior a 500 pessoas que passaram pelo TPST, centro de Embu das Artes.
Uma surpresa estava reservada para a família Trindade: 22 manuscritos inéditos de Solano foram entregues à Raquel Trindade, filha do artista, pelo coordenador da Biblioteca Comunitária Solano Trindade, Antonio Carlos. Os documentos haviam sido doados à biblioteca de Duque de Caxias (RJ), criada para preservar a memória e a obra do poeta, que além de Recife (PE), onde nasceu, e Embu, marcou também a cidade fluminense.
Dia 24 de julho, data em que Solano Trindade completaria 100 anos, o palco do TPST recebeu da África do Sul o Setswana Music Dance. Formado por cantores e bailarinos, o grupo parece mostrar em gestos, expressões, canto e dança porque a África é o berço da humanidade. Elogios como “fantástico”, “maravilhoso” definiram as apresentações que arrebataram o público no teatro e no Largo dos Jesuítas, em meio à Feira de Embu das Artes.
Na sexta-feira, 25, o frio não se atreveu a entrar no TPST, noite de cair no ritmo quente do samba, ouvindo o ronco do instrumento que virou sobrenome de Osvaldinho da Cuíca, ou na roda de samba na belíssima voz de Fabiana Cozza, que entre uma música e outra emocionava o público declamando poemas do homenageado. MC Trindade, bisneto de Solano, comandou a festa interagindo com a platéia na criação de raps que faziam referência ao bisavô, marcados pelo ritmo das palmas.
Encerramento
“...Negro é como couro de tambor/ quanto mais quente, mais toca/ quanto mais velho, mais zuada faz!”. Foi com este espírito que o evento terminou. O Teatro Popular Solano Trindade ficou pequeno para a grandeza das inúmeras atrações que desfilaram talento e esbanjaram alegria e energia pelo palco. As culturas afro-brasileiras foram representadas por mulheres percussionistas do Ilú Obá de Min. O público se divertiu ainda ao som da dança do cafezal, frevo, folia de reis, congada, maracatu, entre outros ritmos. Um dos momentos mais marcantes do evento foi a encenação da vida de Solano Trindade pelo grupo Teatrando.
Bastante emocionada, a anfitriã Raquel Trindade não perdeu um momento sequer da celebração. “Tem gente que morre de solidão, eu vou morrer de tanta emoção” declarou a artista, reverenciada por todos os grupos que se apresentaram. Encerrada com o Maracatu do TPST, o Centenário Solano Trindade foi verdadeiramente imperdível. Lamentável para quem perdeu.
Seios tropicais duros
Cobertos por uma camisa ocidental
Para encobrir a beleza
Solano Trindade
(trecho de poema inédito)
Carimbo postal em homenagem a Solano Trindade fica nos Correios até 30 de agosto
Devido à greve da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, o carimbo postal comemorativo ao Centenário Solano Trindade foi prorrogado até 30 de agosto. Por iniciativa da Prefeitura da Estância Turística de Embu, todas as correspondências remetidas pela agência do Centro de Embu terão esse registro, levando a imagem e o nome do principal poeta e ativista negro contemporâneo do país para qualquer parte do mundo. Após este período, o carimbo postal ficará exposto no Museu Nacional dos Correios, em Brasília.
O multiartista radicado no Embu (falecido em 1974), elogiado por intelectuais como Carlos Drummond de Andrade, Darcy Ribeiro, Sérgio Milliet, entre outros, completaria o centenário em 24 de julho. Para reverenciá-lo, além do carimbo, também foi lançado um selo postal comemorativo que será publicado na próxima edição da revista COFI - Correio Filatélico.
Maria Regina Teixeira, Daniela Karin e Denise Souza
01/08/2008
fonte:http://www.embu.sp.gov.br/noticias/exibir.php?id=1444v
terça-feira, 29 de julho de 2008
BCST resgata manuscritos de Solano Trindade, com poemas inéditos, e entrega a família Trindade em Embu das Artes - SP






E não foi só isso, levando todo balanço carioca para Sampa, o grupo "OS MOLEQUES" da BCST, levantou as pessoas presentes no TEATRO POPULAR SOLANO TRINDADE, o solo sagrado das manifestações populares recebeu toda a energia do funk carioca nas letras conscientes e engajadas de Bruno Max, 17 anos, que adaptou o célebre poema "Tem gente com fome", em versão Funk.
Foi uma participação memorável de Duque de Caxias, em especial do Cangulo, Ana Clara e Nova Campinas.
A cidade de Embu das Artes nos recebeu de braços abertos, e queremos agradecer a recepção em especial a toda família Trindade, produção do Centenário.
Duque de Caxias prepara-se para fazer justiça ao nosso grande Poeta, em breve informes sobre o Centenário Solano Trindade em nossa cidade.
Tamu Juntu!
Paz a todos!
sexta-feira, 25 de julho de 2008
100 anos de Solano Trindade: Escola Muncipal e Biblioteca Comunitária Solano Trindade lembram Solano Trindade
Os alunos da escola recitaram poemas, encenaram peças, jograis, exporam seus trabalhos, todos baseados na vida e na obra de Solano Trindade.
"Mulher barriugda", "Gravata colorida", "Autobiografia" e claro "Tem gente com fome" inspiraram as criancas em suas atividades demonstrando como o legado de Solano Trindade vive em meio a criatividade das crianças da escola que leva seu nome.
A Biblioteca Comunitária Solano Trindade levou a escola a exposição "Varal de Poesia" em que vários poemas de Solano foram grafitados em lençóis brancos por Márcio Bunnys. Nessa exposição tivemos o privilégio de lermos pela primeira vez em público um poema que Solano fez para seu filho Francisco Solano Trindade Filho, poema este faz parte do acervo da Biblioteca, que recuperou manuscritos inéditos de Solano Trindade que serão entregues à família Trindade, no dia 27/07 em Embu das Artes (SP), nas Festividades pelo Centenário no Teatro Popular Solano Trindade.
E encerrando a programação o grupo "Os Moleques" da Biblioteca Comunitária Solano Trindade, com funk consciente e metralhadora verbal para despertar a criançada para a importância de estudar, letras diretas e politizadas fizeram a festa da molecada da escola.
Tudo ainda muito muito para lembramos Solano, mas como diria nossa amiga Gal Martins, foi uma verdadeira SOLANIDADES.
sábado, 28 de junho de 2008
Biblioteca Comunitária Solano Trindade e Conselho de Defesa do direito do negro em Festival em homenagem a Solano Trindade em Embu das Artes - SP

Francisco Solano Trindade nasceu no berço miscigenado da cultura popular, no bairro São José, Recife, Pernambuco, em 24 de julho de 1908. No Embu, ele chegou em 1961 e se apaixonou pela cidade, sendo um dos precursores do movimento que a transformaria em Embu das Artes. Poeta, escreveu Poemas D’uma Vida Simples (1944), Seis Tempos de Poesia (1958) e Cantares ao Meu Povo (1961). Ator, foi o primeiro a interpretar Orfeu da Conceição, de Vinícius de Moraes, no teatro, e participou de filmes como O Santo Milagroso, Agulha no Palheiro e, como co-produtor de Magia Verde, foi premiado em Cannes. Multifacetado, Solano foi também teatrólogo, folclorista, pintor. Sua obra recebeu elogios de intelectuais do porte de Sérgio Milliet, Carlos Drummond de Andrade, Roger Bastide, Otto Maria Carpeux, Darcy Ribeiro, entre outros. Dentre seus poemas, Tem Gente com Fome foi talvez o mais famoso e elogiado, tendo sido musicado em 1975 pelo grupo Secos & Molhados. A censura, no entanto, proibiu a execução e somente em 1980 Ney Matogrosso, já em carreira solo, incluiu a música em seu disco. O multiartista faleceu em fevereiro de 1974, deixando sua arte como legado.
Centenário Solano TrindadeCom o propósito de reviver Solano Trindade no seu centenário – a 24 de julho de 2008 – por meio da herança de sua nobre arte e cultura populares, a Prefeitura de Embu dará início à celebração com uma série de atividades que terá a cidade como palco, a partir de 4 de julho. Antecipando a comemoração, dois livros lançados dia 25/6 pela Editora Nova Alexandria resgatam a obra poética do artista: Poemas Antológicos de Solano Trindade e Tem Gente com Fome.
O Centenário Solano Trindade promete movimentar o cenário da cultura popular afro-brasileira. Confira abaixo a programação e participe. É imperdível:
4/7 - Sexta-feira - Centro Cultural Embu das Artes – Lgo. 21 de Abril, 29 - Centro19h –
5/7 - Sábado - Centro Histórico 11h -
12 e 13, 19 e 20/7 - sábados e domingos -
Apresentações artísticas no Teatro Popular Solano Trindade Avenida São Paulo, 100 – Centro
24/7 - quinta- feira - das 17 às 22h Cia. Capulanas
25/7 - sexta-feira – das 17 às 22h
26/7 - sábado - das 15 às 22h
27/7 - domingo – 13 às 21h
Tem gente com fome
terça-feira, 24 de junho de 2008
CENTENÁRIO FRANCISCO SOLANO TRINDADE: Câmara Municipal do Rio de Janeiro homenageia o centenário de Solano Trindade
Em solenidade na Câmara Muncipal do Rio de Janeiro por inciatica do Vereador Sthepan Nercessian, a família Trindade recebeu a medalha Pedro Ernesto em comemoração aos 100 anos de nascimento de Solano Trindade. Representando a família Raquel Trindade e Vitor da Trindade, Mc Trindade e Manuel Trindade. Estiveram presentes a solenidade artistas, políticos, ativistas, lideranças comunitárias, em especial o Prof. Antonio e Alexssandra representando a Biblioteca Comunitária Solano Trindade e Geanne Campos, presidente do Conselho Municipal de defesa do direito de negro e da promoção étnica e igualdade racial de Duque de Caxias, juntamente com Jairo secretário do Conselho.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Centenário Francisco Solano Trindade: Antologia reúne os melhores poemas de Solano Trindade
Lançamento do livro Poemas antológicos de Solano Trindade comemora o centenário de nascimento do grande “poeta negro”
A coleção Obras Antológicas da Editora Nova Alexandria reúne, em seu mais novo volume, o melhor da produção poética do pernambucano Francisco Solano Trindade, grande defensor e divulgador da cultura negra no Brasil. Poeta, pintor, ator, jornalista, teatrólogo e ativista cultural, Solano construiu sua trajetória falando de amor, liberdade e justiça, conceitos que nortearam sempre sua vida e sua obra. Poemas antológicos é, portanto, a grande contribuição que o “poeta negro” legou à posteridade.
Integram a coletânea poemas como Tem gente com fome, musicado pelo grupo Secos e Molhados, que foi proibido pela ditadura militar, e Mulher barriguda, gravado pelo mesmo grupo. Outros poemas como Canto à mulher negra e Uma negra me levou a Deus evocam o amor sensual, despido de preconceitos, reafirmando o talento de Solano também como poeta lírico. Há, ainda, Barca Suzana, Maracatu da boneca de cera, Xangô e Natal na minha terra, entre outros, que permitem entrever o divulgador apaixonado da cultura e da tradição populares.
A importância de Solano Trindade foi devidamente reconhecida por intelectuais como Carlos Drummond de Andrade, Darcy Ribeiro, Sérgio Milliet. Drummond, aliás, fez questão de ressaltar o seu papel de legítimo representante das camadas menos favorecidas: “A leitura dos seus versos deu-me confiança no poeta que é capaz de escrever Poema do Homem e O Canto dos Palmares. Há nesses versos uma força natural e uma voz individual, rica e ardente, que se confunde com a voz coletiva”.
A leitura de Poemas antológicos de Solano Trindade é um convite à reflexão. O autor leva-nos a repensar conceitos como democracia racial e sincretismo religioso. A discussão em torno da adoção de cotas raciais nas universidades é outro fator que mostra a atualidade de sua poesia, sempre aberta ao debate, declaradamente reivindicatória, mas nunca rancorosa. Com Solano Trindade, O canto de Palmares, em pleno século XXI, mostra-se atual nos vários movimentos que o grande porta-voz da negritude brasileira ajudou a consolidar.
“Poeta da negritude”, Solano Trindade nasceu em Recife, em 1908, onde cresceu em meio à dança e à música folclórica da região. Adulto, participou de várias atividades nos muitos locais em que morou. Morreu no Rio de Janeiro, em 1974.
Poemas Antológicos de Solano Trindade
Apresentação de Zenir Campos Reis/ Ilustrações de Raquel Trindade
168 - Páginas - R$ 35,00 – ISBN 978-85-7492-151-8

domingo, 22 de junho de 2008
CENTENÁRIO FRANCISCO SOLANO TRINDADE: 100 DE POESIA DE UMA VIDA SIMPLES
Aniversário do Conselho Municipal de Defesa do Direiro do Negro e da promoção étnica e igualdade racial
Em Solenidade na Câmara Municipal de Duque de Caxias no último dia 16/06/08, foi celebrado o ano de existencia do Conselho Municipal de Defesa do Direito do Negro e Promoção Étnica e Igualdade racial. A Biblioteca Comunitária Solano Trindade foi uma das entidades convidadas para compor a mesa que iniciou a Solenidade, dando lugar mais tarde para os Conselheiros. Representando a BCST o Prof. Antonio Carlos, que teve a honra integrar a mesa de abertura da solenidade, e presentes estavam o grupo "Os Moleques" no salão do Plenário da CMDC
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Grande festa no último dia 31/05 na Biblioteca Comunitária Solano Trindade. Contamos com a presença de vários amigos e parceiros. O Instituto Histórico de Duque de Caxias, na pessoa da Prof. Tânia Amaro, vários ex-alunos do Pré vestibular para negros e carentes - Solano Trindade, para o lançamento da Revista Pilares da História número 08.